Pros
É um lugar que vale a pena caso você esteja iniciando sua jornada a área de dados, vai aprender a lidar com: grandes volumes de dados, questões de qualidade de dados, técnicas de EDA, estatística e modelagem. Existem fóruns globais para troca de conhecimento. Vai lidar com ferramentas robustas e dados até bem estruturados num geral, tem vários problemas que vou citar nos contras. Tem bom salário e VR/VA (trocaram para iFood Benefícios recente), Gympass, Dayoff de aniversário e par de ingresso para cinema, PLR e Bônus anual, massagem, é híbrido 2x presencial na semana, plano de Saúde SulAmérica com cooparticipação, horário flexível. Tenho que destacar que conheci pessoas incríveis que se tornaram grandes amigos, pessoas competentes e colaborativas, e graças a essas pessoas que o dia a dia se tornou mais leve e fiquei por tanto tempo na empresa.
Kontras
Como a empresa se tornou o 5º bureau de dados pra competir com Serasa, SPC, Boa Vista e Quod, sinto que a empresa se perdeu no caminho e se tornou uma empresa muito diferente culturalmente desde que entrei nela. Foi uma mudança gradativa mas que tem piorado principalmente desde que o CEO regional do Brasil aposentou e um novo CEO assumiu. Os incentivos a diversidade, bem estar e tempo para estudar e colaborar foram caindo no esquecimento, a pressão em todas áreas e o clima de competição aumentou, dependendo da área você ouve histórias e até vê evidências de pessoas que estão trabalhando de final de semana ou durante a semana até mais tarde, e como não tem ponto as pessoas não controlam essas horas extras, dificilmente recebem por isso e mal conseguem emendar em feriados prolongados. Desde a entrevista me prometeram coisas que não foram cumpridas com relação a desafios profissionais. A pressão aumentou muito por entregas robustas num prazo curtíssimo; o comercial tem dificuldade de vender soluções analíticas (participamos de treinamentos em conjunto que ressaltou a falta de conhecimento deles e aumentou o clima de competição), o time comercial também tem turnover altíssimo; o time responsável pela estratégia da empresa não sabe o que está fazendo (inclusive presenciei numa reunião se auto entitularem como "burrinhos"); os times de dados não se conversam, parecem viver em mundos paralelos, sendo que o trabalho de um impacta no outro; a tecnologia não está escalável e não está comportando o aumento de time e clientes; o clima de competição entre as áreas para "entender" onde que está o problema aumentou muito, principalmente em cima das áreas técnicas, e as técnicas utilizadas e competência do time começaram a ser colocadas em cheque. Saiba que o time de Data Science & Analytics está dividido em 2 partes, e a parte focada em desenvolvimento de produtos tem um desafio muito grande de implementação desses produtos. Você vai passar a maior parte do ano tentando entender um código feito por alguém, tentando garantir que a especificação feita por outro alguém reflete a lógica daquele código, e lidando com uma equipe de indianos sem senioridade suficiente e tentando garantir que eles implementem a lógica da especificação corretamente. Então os desafios esperados para o dia a dia de um cientista de dados como EDA, técnicas estatísticas e modelagem mal representam 10% do ano do profissional dessa parte do time. Como dependemos do global para muitas questões, principalmente tecnológicas, existe muita burocracia e inflexilidade, migrações mal feitas, falta suporte (a única pessoa com disposição genuína a dar esse suporte saiu da empresa) e ainda tem muita gente que valoriza mais os gringos que a competência técnica dos analistas no Brasil que muitas vezes supera os gringos, além de os próprios gringos nos tratarem mal como se fôssemos inferiores (claro que não posso generalizar, tem pessoas competentes e legais também). A empresa exigiu retorno ao presencial 2x na semana e fez layoff no time assim como vimos em muitas outras empresas de tecnologia nos últimos anos. Dividiram as pessoas entre híbrido e legacy remote que pelo nome dá a entender que um dia vai deixar de existir e a regra é se mora na região metropolitana de SP ou não, não importa se você leva 4 hrs só pra chegar no escritório. Com o tempo passei a perceber que o slogan "be you at TU" (Seja você mesmo na TU) não é bem assim na prática, se você é uma pessoa proativa demais que antecipa os problemas, avisa a gestão, você pode começar a incomodar e se prejudicar. Então a cultura atual favorece puxa-sacos, tem quem manda e você obedece ainda que não faça sentido as demandas. A empresa não faz nada para efetivamente lidar com gestores despreparados, promovem uma pessoa sênior técnica a gestor que não tem habilidade nenhuma com liderança achando que vai dar tudo certo e abandonam a situação, os times adoecem com líderes que microgerenciam e nem são tão bons tecnicamente, estão mais dispostos a agradar os outros do que ouvir o próprio time. Os programas de reconhecimento são injustos e dificilmente as pessoas técnicas das áreas de dados e tecnologia são reconhecidas, e o reconhecimento é uma caixa de bombom de marca chique entregue na frente da empresa toda. Se você for precisar do RH, tem pessoas gentis, como também tem pessoas que só funciona com comunicação passivo-agressivo. Para ilustrar uma vez questionei se tinha direito a pegar mochila da empresa (pois de repente todo mundo tinha uma menos eu) e já vieram com 7 pedras na mão perguntando por que que eu não peguei numa campanha que fizeram. Agora me pergunta, eu tenho que ter bola de cristal? Se não teve nenhum comunicado e não me procuraram como eu ia saber? E para que me tratar dessa forma? Isso sem contar a desorganização e descaso no processo de demissão que daria uma redação por si só. Resumindo, esta empresa depende mais do momento profissional que você se encontra e de qual time você vai trabalhar.